18 nov

SPE aponta queda de 4,5% no PIB em 2020 e crescimento de 3,2% em 2021

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia (SPE/ME) divulgou ontem terça-feira (17/11), em coletiva virtual, a edição do Boletim Macrofiscal de novembro, com a atualização das projeções sobre o comportamento dos principais indicadores macroeconômicos. A Secretaria revisa para 4,5% a estimativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) real este ano, com crescimento de 3,2% em 2021. Para 2020, portanto, foi reduzida a estimativa de queda prevista nos últimos três boletins – de setembro, julho e maio – que previam uma redução de 4,7% do PIB. A melhora na projeção está associada aos bons resultados apresentados pela indústria e pelo comércio e à expectativa da aceleração da retomada do setor de serviços.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é projetada em 3,13% em 2020. O valor representa um aumento da projeção em relação ao Boletim Macrofiscal de setembro, ao levar em consideração, principalmente, a elevação da projeção dos preços dos alimentos. Entretanto, o comportamento das demais categorias de produtos continua mantendo a previsão de variação do índice geral dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação.

Acesse o Panorama Macroeconômico – Novembro de 2020

O documento destaca que as medidas tomadas pelo governo federal em conjunto com o Congresso Nacional permanecem sendo relevantes para mitigar os efeitos negativos sobre a economia brasileira. A publicação mostra, ainda, que a retomada do crescimento sustentável da economia ocorrerá com a elevação da produtividade por meio das reformas estruturais e do processo de consolidação fiscal.

Durante a coletiva de imprensa, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, destacou que a recuperação econômica está ocorrendo de forma espalhada, direta, célere e transparente em todos os setores econômicos, inclusive o setor de serviços, que vinha ficando mais atrás nesse processo de retomada das atividades.

“Esperamos para o final do ano uma recuperação em V para diversos segmentos. E nos permitir ter uma perspectiva – em conjunto com programas de consolidação fiscal, equilíbrio fiscal, defesa das regras fiscais e, em particular, teto de gastos – de caminhar em direção a 2021 em um patamar mais próximo daquele que fizemos em 2019”, avaliou o secretário.

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, também falou sobre a importância da consolidação fiscal nesse processo de retomada de crescimento que se consolidará em 2021. “A consolidação fiscal mantém juros baixos, inflação baixa, que ajuda todo o povo brasileiro, em especial os mais pobres. Com juros baixos, inflação baixa, o investimento privado cresce, o emprego cresce, o PIB cresce e a renda do trabalhador cresce”, frisou.

Sachsida citou as medidas que, segundo ele, irão sustentar a consolidação fiscal nos próximos anos, como as Propostas de Emendas à Constituição (PEC’s) do Pacto Federativo; Emergência Fiscal e Fundos; Reforma Administrativa; Programa de privatizações e concessões; enxugamento de bancos públicos e revisão dos gastos tributários.

Coletiva

Também participaram da coletiva virtual o subsecretário de Política Macroeconômica, Fausto José Araújo Vieira; o subsecretário de Política Fiscal, Erik Alencar de Figueiredo; o vice-presidente de Agronegócios e Governo do Banco do Brasil, João Pinto Rabelo Júnior; e o vice-presidente de Varejo da Caixa, Celso Leonardo Derziê de Jesus Barbosa.


Acompanhe a entrevista coletiva sobre as projeções dos indicadores macroeconômicos:

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